Mundo
Guerra no Médio Oriente
Crianças de Gaza enfrentam escassez alimentar cada vez mais grave
Israel restringiu este mês a entrada de bens essenciais no enclave palestiniano. Apesar do regresso gradual das mercadorias, há cada vez mais casos de desnutrição entre crianças.
A interrupção do abastecimento de bens alimentares e a redução do apoio humanitário em Gaza têm dificultado cada vez mais o acesso das famílias a refeições nutritivas, levando a um aumento de casos de desnutrição, especialmente entre crianças.
Israel suspendeu os envios comerciais para Gaza a 14 de outubro, interrompendo o abastecimento de alimentos e outros bens essenciais.
“Fomos afetados de imediato. Não conseguimos encontrar ovos nem leite e não temos dinheiro para comprar outra comida”, disse à Al Jazeera uma habitante com cinco filhos pequenos. “As cebolas custam cerca de dez shekels [2,90 euros] por quilograma, enquanto os tomates custam entre dez e 15 shekels por quilograma [2,90 e 4,32 euros]”, afirmou.
A suspensão ocorreu na sequência de uma disputa fiscal entre comerciantes locais e o Hamas, que estaria a exigir cerca de 3.000 euros por cada camião que levasse mercadorias ao enclave. O grupo descreveu o pagamento como uma contribuição voluntária para um fundo de apoio às pessoas afetadas pela guerra.
A 19 de outubro, Telavive anunciou que os transportes comerciais seriam retomados gradualmente.
Também na segunda-feira, o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas anunciou que a escassez de fundos obrigou à redução da ajuda alimentar a Gaza. O programa reduziu o número de pessoas apoiadas de 1,6 milhões em setembro para 1,1 milhões em outubro.
O número de refeições quentes que o programa fornece diariamente foi reduzido de 250.000 para 150.000.
Israel suspendeu os envios comerciais para Gaza a 14 de outubro, interrompendo o abastecimento de alimentos e outros bens essenciais.
“Fomos afetados de imediato. Não conseguimos encontrar ovos nem leite e não temos dinheiro para comprar outra comida”, disse à Al Jazeera uma habitante com cinco filhos pequenos. “As cebolas custam cerca de dez shekels [2,90 euros] por quilograma, enquanto os tomates custam entre dez e 15 shekels por quilograma [2,90 e 4,32 euros]”, afirmou.
A suspensão ocorreu na sequência de uma disputa fiscal entre comerciantes locais e o Hamas, que estaria a exigir cerca de 3.000 euros por cada camião que levasse mercadorias ao enclave. O grupo descreveu o pagamento como uma contribuição voluntária para um fundo de apoio às pessoas afetadas pela guerra.
A 19 de outubro, Telavive anunciou que os transportes comerciais seriam retomados gradualmente.
Também na segunda-feira, o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas anunciou que a escassez de fundos obrigou à redução da ajuda alimentar a Gaza. O programa reduziu o número de pessoas apoiadas de 1,6 milhões em setembro para 1,1 milhões em outubro.
O número de refeições quentes que o programa fornece diariamente foi reduzido de 250.000 para 150.000.
O PAM afirmou ainda que cerca de 1,4 milhões de pessoas em Gaza, aproximadamente dois terços da população, enfrentavam uma situação de insegurança alimentar aguda.
Milhares de crianças desnutridas
Segundo o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários, mais de 2.800 crianças foram internadas para tratamento da desnutrição em setembro, incluindo mais de 360 com desnutrição aguda grave.
Um inquérito nutricional apoiado pela UNICEF, publicado em agosto, revelou também que 12,2 por cento das crianças com menos de cinco anos sofriam de atraso no crescimento, associado a problemas nutricionais e de saúde prolongados.
“Mesmo quando as passagens estavam abertas e os alimentos estavam a entrar, continuávamos a registar estes casos. As crianças não recuperam da desnutrição num mês ou dois. Alguns casos demoram entre três a seis meses a recuperar”, disse à Al Jazeera Mohamed Alraee, pediatra em Gaza.
“Se a situação continuar assim, prevemos que haja mais casos de desnutrição”, acrescentou.
Para piorar a crise alimentar, a larga maioria da população do enclave não tem emprego devido à guerra e às restrições impostas por Israel à reconstrução das infraestruturas e da economia do território.
c/ agências
Um inquérito nutricional apoiado pela UNICEF, publicado em agosto, revelou também que 12,2 por cento das crianças com menos de cinco anos sofriam de atraso no crescimento, associado a problemas nutricionais e de saúde prolongados.
“Mesmo quando as passagens estavam abertas e os alimentos estavam a entrar, continuávamos a registar estes casos. As crianças não recuperam da desnutrição num mês ou dois. Alguns casos demoram entre três a seis meses a recuperar”, disse à Al Jazeera Mohamed Alraee, pediatra em Gaza.
“Se a situação continuar assim, prevemos que haja mais casos de desnutrição”, acrescentou.
Para piorar a crise alimentar, a larga maioria da população do enclave não tem emprego devido à guerra e às restrições impostas por Israel à reconstrução das infraestruturas e da economia do território.
c/ agências